28 de agosto de 2012

Foi não, é. Muito especial para mim.

Eu tinha apenas treze anos quando sai de casa em si pela primeira vez, foi meio que uma 'fugida' na realidade. Eu coloquei todos meus sonhos e lágrimas dentro de uma mochila jeans, rabiscada de caneta bic com marca texto e desci meu morro para subir o morro dela. Ela quem? Um anjo que Deus colocou na minha vida, vale a pena citar o seu nome, Andressa Carvalho.

Foi lá que eu escondida dentro de um banheiro com azulejos pretos, chorava minhas mais profundas magoas, até que ela vinha e esvaziava meu espaço triste. E quando não, se enfurnava ali comigo, me arrastava de lá e me fazia esquecer de tudo aquilo, de todo aquele momento ruim. Até que eu voltasse como uma 'visita' a casa da minha mãe e vivesse toda aquela novela novamente. Essa amiga sempre soube tudo de mim e cada piscada minha ela entendia perfeitamente bem, de uma forma que ninguém entendia.


A noite se eu tivesse pesadelos e acordasse chorando -sim eu tenho pesadelos até hoje, ela ficava comigo e passava a madrugada acordada se fosse possível e necessário. Foi aquela pessoa que segurou minha mão para que se caso eu tremesse, era um sinal de alguém me fazendo mal nos sonhos e voando ela vinha me acordar. Foi essa pessoa que me colocou nas mais incríveis aventuras da vida, que escutou meus maiores segredos e me contou seus maiores desejos escondidos.

Junto dessa pessoa eu criava histórias durante a madrugava e viajávamos em um filme de aventura que acontecia no nosso pensamento, de olhos abetos eu dava inicio a um conto e logo depois vinha a voz dela junto comigo. Era como se em cima de nós duas criasse um balão branco de sonhos e poderíamos nos encontrar nele, fugir juntas de um lobo mal que saía da igreja evangélica do morro da providencia, sobrevivíamos a um fim do mundo, uma tsunami ou apenas ficávamos presas dentro de um supermercado e comíamos tudo o que queríamos.


Foi aos meus seis anos de idade que eu conheci esse anjo, desde lá, não sei muito bem o que é uma vida sem as gargalhadas junto a ela. O que eu posso dizer é que você é uma companhia e tanto e que se eu fico muito tempo longe é fato que sinto falta, fico triste por termos crescido e metade dessas idiotices acabaram por simplesmente acabar, por ser uma lei da vida e não podemos fazer nada para recuperar o que ficou.

Agora o que eu de coração não posso dizer é que você foi uma amiga para mim, pois não sei bem se a palavra é essa, você foi uma mãe, uma amiga, uma colega, uma psicologa e principalmente uma irmã

2 comentários:

  1. Que lindo! Lembro bem de quando conheci vocês duas, realmente eram um grude. Mesmo que não sejam mais, as lembranças é que ficam. E isso nos marca, acredite! :)

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