15 de agosto de 2013

Foi um 'pega' mas de ônibus?

Depois de uma aula cansativa eu não queria mais nada além de ir voando para minha casa, eu ainda tinha cabelos para pintar, tratar e secar antes de dormir, ainda tinha email para responder, problemas para resolver e uma baita fome para matar. 
Realmente tudo que eu mais queria era sair daquela sala correndo, piscar e estar debaixo das minhas cobertas com meu noivo. Estudar a 40 minutos da sua casa não é facíl ainda mais quando se estuda a noite e pega um professor que gostar de falar até as 22 horas em ponto. A primeira coisa que se vê quando sai do predio é um desfile de sacos de lixo de todas as formas e diversos catadores, tenho certeza que ontem eles tiveram uma enorme dificuldade de 'trabalhar' porque francamente, até agora estou me perguntando que frio foi esse rependido de ontem, bombardeou tudo. O frio estava congelando pelos em mim, que eu nem sabia que tinha, fora o vento que parecia que iria me levar para casa voando a qualquer momento.

Depois de uma longa espera enfim o pavuna chegou, eu parecia uma bailarina segura dando um show, apenas para o trabalhador ver meu desespero em pegar aquele onibus, foi bem feito, pois as portas se abriram bem na minha frente e eu adoro quando me sinto a escolhida. Pois bem, sabia que ali me esperava ainda meus 40 minutos para chegar em casa fora os extras que a minha adorada Avenida Brasil ainda teria de me oferecer.Deu vontade de chorar quando passei a roleta e o motorista me disse 'na paz doSenhor' acho que ele sentiu meu desgosto ao entrar, ou meu cansaço, vai entender...
Deitei um pouco sobre a mochila do André e tentei esquecer que ainda faltava muito... 

De repente senti aquele frio na minha barriga, ''Minha Nossa'' isso não é somente o frio! Parecia que eu estava em uma montanha Russa e não era aquela mini, da Terra Encantada não, eu estava na curva do pior brinquedo do Phantasy Land. Mas o que esse motorista estava tentando fazer? O carro passou em outra curva e eu senti que estavamos em duas rodas, 'uooou'. Olhei seriamente para o André que com os olhos fechados e a boca aberta nem sentia o desespero que eu estava passando.
Como assim cheguei em casa viva e em 30 minutos?
Esse senhor só pode estar com algum problema! Eu olhei até pelo vidro, precisava ter certeza de que ele não estava apostando corrida com mais nenhum carro, aliás se estivesse estaria muito a frente. Eu tenho certeza de que se um carro estivesse alí ao nosso lado, estaria a mais de 120. 
O motorista me deseja a paz do Senhor e depois quer me fazer ficar frente a frente com o priprio Deus? Como assim? Acho que eu estava com bastante medo e digamos que incredula, quando parei de pensar no meu futuro assassino e me dei conta, ja estavamos a dois pontos de casa. Como assim? Que mágica é essa? 

Eu tinha certeza de que o que ele fez era errado, arriscado e perigoso, mas chegar em casa em 30 minutos estava me deixando mais contente do que o medo. Em terra firme, o meu voo de obinus não me fazia mais medo, então fiquei ali, parada observando ele causar medo nos outros passageiros enquanto reativava os turbos do buzão velho.

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