17 de setembro de 2013

A pinta, era minha pinta nele.

Eu sou órfã, órfã de pai desde que eu nasci e meio órfã de mãe desde que meu padrasto Bruno entrou na nossa vida. Todo ano em dias dos pai sinto uma leve revolta no meu coração, não admito quem não tem, ser revoltado, muito menos quem tem, tratar mal. O ser humano tem que dar mais valor a vida, amar mais e ser mais feliz.

Não tive uma experiência muito boa da primeira vez que vi meu pai desde que me entendo por gente, foi no ano passado e tinha tudo para ser uma viagem maravilhosa se não fosse meus longos problemas psicológicos e ormonais.

A duas semanas tive uma conversa com minha madrasta que de má não tem nada, ela me faz bem, é bastante nova e parece que entende meus problemas de uma forma que meu pai não entenderia, afinal, ela é uma desconhecida que hoje virou uma amiga, ele é meu pai, mas ainda era um breve desconhecido.

A Mary é alta e tem cabelos lisos escuros, eu sabia que seria muito difícil de ajuda-la, mas ela me pedia descontroladamente para estar no aeroporto Galeão segunda dia 16 as 15 horas da tarde. Eu trabalho oito horas por dia e de quebra ainda tenho aula a noite, eu teria que fazer mágica para isso, mas não podia deixar uma amiga na mão.

Meu pai nunca se interessou em mim, nunca quis saber da minha vida ou se eu ainda estava viva, pelo menos nunca demostrou interesse em nada disso. Porem depois que conheceu minha boadrasta as coisas começaram a mudar e ainda vem mudando, esse era um dos motivos que me faziam pensar em uma forma de ajuda-la.

Durante a semana que eu estive pensando em como aprender a fazer mágicas, por onde eu passava via placas de carros com números repetidos 33, 44 e 88, na brincadeira que me consome e controla eu já estava ficando maluca, esperando minha sorte, felicidade e meus beijos e abraços, ganhei três vezes seguidas na raspadinha da tolerica ao lado do meu trabalho só essa semana, de repente seria isso, era o que eu pensava, pois é claro que jamais comparei esses números a vinda de um desconhecido no aeroporto

Era o irmão dela que viria de Portugal passar uns dias aqui, a história estava meio sem pé nem cabeça, porém dei meu jeito, fiz olhos do gatinho daquele filme infantil com um monstro verde chamado Sherek e consegui sair depois do almoço para minha missão.

As 15:30 eu já estava lá no meu posto com meu soltado André Luis, que sempre está lado-a-lado comigo nessas aventuras, passou 10, 20, 30 minutos e nada do meu ''tiodrasto'' -grau de parentesco que não existe e nós inventamos mesmo assim, até que lá para as quatro e meia da tarde surge alguém na pista do desembarque.

Fiquei na ponta dos pés para verificar se parecia com a  foto do irmão dela que eu tinha em mãos, mas pera ai... O que era aquilo? Fitei os olhos, os óculos, o cabelo, o nariz, a pinta, a pinta!! A minha pinta estava ali aquele homem, Aquele era meu PAI.

Não era réveillon e eu nem mesmo estava em uma casa de show, mas sentia fogos dentro de mim e minhas pernas tremiam com o 'tumtitum' de uma eletro pesado, não adianta me pedir para descrever, eu não saberia como nem porque.

Hoje é aniversário de dezoito anos da minha irmã mais nova, ele veio para fazer uma surpresa á nós três, ontem matou nós duas e a essa altura está fazendo a Samila, minha irmã mais velha -que por sinal eu não conheço, chorar. Se eu contar, você realmente não acredita.

Histórias, Nossas Histórias, dias de luta dias de glória.

Um comentário:

  1. E eu estava lá de camarote rs'
    Bela surpresa que seu pai le fez.
    me encantei com você linda me pareceu ser uma pessoa muito especial :) beijos te adorei
    #AndressaMarques

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