12 de setembro de 2013

A primeira vez que fui a casa dele.

Eu estava louca para beija-lo novamente, afinal aquele dia na praia do leme a noite foi muito especial, mas não foi o bastante, tinha muita gente e eu tinha hora para ir pra casa. 

Todas as noites que nos falávamos no telefone, ele me convidava para ir a casa dele, não que eu tivesse medo, mas as vezes concordava com minhass amigas em achar que era muito cedo pra isso, quando estamos apaixonados fazemos cada loucura por isso.

Eu sou do tipo que não penso muito antes de fazer, eu apenas sinto vontade e faço, eu sei que isso me causa problemas, foi por esse jeito maluco que passei a noite em um hospital com infecção estomacal, sentir vontade de comer massa de pastel e come-la mesmo estragada não faz bem, resultado? Nunca mais comi pastel na vida.

Aquela aula  no Sonja Kill estava muito chata, naquele dia eu definitivamente não queria aprender alemão, eu era do primeiro ano, foi exatamente em dois mil e nove, era inverno e o tempo estava meio fechado, eu como sempre sentada com a morena bombom e a doce Tatalia, elas estavam contra o que eu ia fazer, mas daquele dia não passaria, eu iria pra casa dele.

Sai da aula correndo, nem escutei o sinal tocar, eu poderia ter trocado de roupa no banheiro da escola, mas estava tão esganada que fui de uniforme e tudo, poderia também ter marcado na praça da escola, assim eu não teria que andar tanto até aquele lugar sujo como a Central do Brasil (mania descontrolada de marcar de me encontar somente em lugares feios, que desconheço o motivos -risos).

La estava eu, coberta de medo apoiada em um orelhão velho com mulheres nuas coladas de frente p. mim, parecia mais uma criança abandonada, me sentia mal, até olhar do outro lado da rua e sentir minhas pernas bambas, meus dedos da mão estavam suando e meu coração eu ja nem sentia mais, tudo isso apenas por ve-lo vindo do outro lado, isso é loucura!

Eu sou nascida e criada no Centro da cidade, então confesso que pegar um onibus para longe é muito estranho, porem, quem estava pensando nisso? Eu estava ao lado do homem que eu mais desejava naquele exato momento. Minha vontade era de ataca-lo feito uma onça , esquecer as pessoas, o cenário e senti-lo ali mesmo.

Eu sei que era cedo, mas quando experimentamos o pecado e encontramos alguém que mexe com nosso eu intenior, não há quem resista, você vai entender do que estou falando. O onibus de fato estava lotado, ele arrumou um lugar para mim e me deixou sentar,  passava as mãos no meu cabelo, estava olhando pela janela com um ar sem reflexão alguma, estava pensativo.

Ah, eu daria tudo para saber o que ele estava pensando naquele momento, a mesma coisa que eu, com certeza não seria, acredito até hoje que ele estava planejando como me fisgar de jeito, mas, para que? Mal ele sabia que eu ja estava na dele! Não demorou muito para chegarmos lá, estava tudo tão estranho pra mim, eu nunca tinha ido a Irajá. 

Conhecia o André fazia menos de duas semanas e não sabia nada da vida dele, sei que minha mãe iria me dar uns tapas com vontade de soubesse disso, aliás, ela não sabe até hoje. Mas fazer o que se eu sentia que deveria estar ali, naquele onibus, a caminho da casa dele, juntinho com ele.  Desde lá, eu ja sentia que existia uma confiança muito grande, enquanto eu mal poderia imaginar o que viria depois.

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