13 de setembro de 2013

A vida faz deboche.

Tão alucinada eu fiquei, louca, maluca, pirada, queria te-lo todo para mim, inteiro somente meu, por quanto tempo eu quisesse. Eu sei, ele me avisou que não, que ele não era o cara certo, que não queria namorar e que podia me deixar repleta de prazer por uma noite, mas não sabia se quando amanhecesse ele estaria ali.

Eu sentia um medo terrível do momento que ele não desse tchau e eu me sentisse só mesmo assim, eu temia ter que dançar mais uma vez sozinha e não fazer mais as pazes com a vida, tinha medo de ter deixado alguém que valesse apena por uma aventura de amor, um amor de primavera-verão.

Minha mãe já dizia, foge desse homem, pois cabra-macho que sabe dançar não presta de caráter, como ela poderia saber tanto dele sem ao menos conhece-lo? O André não prestava, não queria compromisso e só pensava em altas loucuras, confesso que isso despertava um desejo descontrolado dentro de mim e que se dependesse de mim não demoraria tanto quanto demorou para uma relação acontecer.

O carinha tem a pele morena, sorriso braco de causar inveja, olhos brilhantes que ficam pequenos quando sorri e deixa aparecer uma covinha, não podia prestar, nem valer a pena, mas quem disse que eu mesma prestava? Fui de cara para o muro com toda velocidade e ele me disse:
- Só não vale se apaixonar e dizer que me ama!

Foi exatamente o que eu escutei dele apenas 4 meses depois, que hoje fazem quase 4 anos. A vida é uma chicara de deboche, sempre nos surpreendendo não?

ps: Sua amante te ama!

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