14 de agosto de 2014

Mais uma parcela, ja era dia dos pais!

Andei sonhando com você, seria realmente apenas mais um sonho que te encontro, seria... Mas aquela noite carregava o começo do tão esperado dias dos 'Pais'. Dia dos pais, nossa que irônico. Fiquei com uma insonia profunda depois daquele sonho, digamos que ele me fez voltar a muitos anos atras e relembrar muita coisa que eu guardo a sete chaves dentro do meu coração.

''São só vinte anos, deixa de ser dramática Viviane''. Verdade, são só vinte anos e eu cheguei a conclusão de que se fosse apenas um, doeria dentro de mim da mesma forma. Quando me dei conta eu estava chorando, observei ao meu redor e vejá só, eu dormi e acordei em outa vida, em outro mundo.

Quando me dei conta já estava soluçando, uma cama de casal e ali não estava meu 'pai' e minha madinha, sorri ao lembrar que as vezes eu dormia no meio de vocês dois e para qualquer lado que eu virasse um estava me abraçando.

Quando me dei conta já estava respirando fundo e como um filme tudo começou a passar rapidamente ali na minha frente. Você vinha ao meu encontro e eu corria para seu colo mergulhando no seu abraço, com a mochila pronta para passar as férias na sua casa, passavam tão rápido os dias lá.

De manhã eu era acordada com beijo e carinho, sentia aquele cheiro de café quentinho na cozinha, minha madinha sempre mandou muito bem, escutava um forro no rádio da sala e você no quintal capinando, era a melhor maneira de acordar nas férias, sem duvida a melhor!

Correr para o quintal, perguntar sobre as plantas as frutas, observar vocês dois sorrindo, de repente você vinha por trás me agarrava me colocava no alto e me dava um cheiro (gostaria de conseguir pensar nisso sem cair no choro).

Então me peguei sorrindo quando lembrei que minha madinha sempre apoiava meu lado artístico, me enchia de canetinhas, você vinha me dava os pisos da obra e eu começava a brincadeira, vocês diziam: ''-Você não consegue ficar sem fazer nada!'' Eu brincava até sozinha.

Juntava aqueles tijolos, fazia um banquinho, o cheiro de feijão me fazia fechar os olhos, então eu começava a desenhar nos pisos, engraçado como eram sempre os mesmos desenhos e mesmo assim vocês elogiavam como se fosse algo surreal.

De repente tudo ficou escuro, todos aqueles momentos sumiram da minha frente, já não tinha lágrimas no meu olhar, senti que estava com os olhos inchados, meu coração estava sentindo toda aquela mágoa novamente, e percebi que era somente mais uma parcela da saudade que eu pago todos os anos nessa mesma data.

Já tinha passado das 4 da madrugada, um copo d'água de repente me faria melhor, me 'embrulhei' e voltei a dormir. Um feliz dia dos pais.




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