5 de agosto de 2014

Tão escondida, famosa descoberta.

Então mais um dia começava, as pessoas acordavam cedo por lá, acho que antes do sol, eu não conseguir chegar nem as dez da manhã, tenho que confessar que o cheiro bom de roça e o barulho que os bichos faziam pela manhã era muito gostoso e não me deixavam ficar por muito tempo deitada.

Realmente não tenho do que reclamar daquele lugar tão pequeno, tão longe, tão escondido, tão 'descoberto'. A cidadezinha chamada Descoberta parecia de filme, mexia com meu espirito histórico, mas não há férias boas quando se está só.

Toda essa beleza e calmaria que era transmitida, se perdia em lágrimas e desespero por estar em um lugar longe e distante de todos que eu conhecia, como se apenas isso mexesse com meu psicológico, quem dera, a se fosse.

Lá estava eu, aos dezoito anos de idade vendo meu pai pela ''primeira'' vez e embarcada em uma viagem de família a fim de enfim conhecer de onde eu vim e a origem de uma parte minha. Mas confesso que o medo foi maior que a vontade, a solidão foi maior que a curiosidade, o medo e a saudade então nem se fala.

Cá estou, com essas lembranças nos braços, aguardando para o segundo tempo dessa história e os próximos capítulos.
                                            
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