30 de outubro de 2014

Minha boneca chamada Bruna

Minha memória é de elefante, sou daquele tipo que guarda datas comemorativas e aniversário até de pessoas que eu nem convivo. Sem querer lembro de detalhes que passam despercebidos e posso jurar de pé junto, contra a nossa ciência, que eu consigo ter lembranças de quando eu era criança.

Quando digo criança me refiro a uns quatro anos de idade, o que me surpreende, pois sempre que comento alguém retruca e diz que isso é impossível. Tudo bem, vai ver que essas lembranças sejam invenção da minha cabeça -tenho certeza que não, pois apesar da dona Maria Nilsa não ter sido uma mãe coruja ela tinha seu diferencial.

Minha mãe quando descobriu que estava gravida pegou um caderno pequeno, desenhou uma rosa verde e escreveu com uma letra cheia de charme ''minha vida'', esse teria sido um bom nome para meu blog se eu não tivesse a personalidade muito forte. Nesse caderno minha mãe escreveu da maneira mais doce possível meu desenvolvimento e varias aventuras minha, desde que existi até os meus cinco anos de idade

Hoje em dia sou casada, como confissão eu conto que levei esse caderno comigo e hora ou outra me pego lendo e relendo algumas coisas lá. De repente as tais lembranças que eu tenho sejam apenas imaginação de algumas coisas que eu leio (mesmo eu sabendo que não). Guardo outras lembranças que minha mãe esqueceu de escrever, como por exemplo, da noite de natal de 98.

Faltava menos de um mês para eu completar cinco anos, não conhecia meu pai e com certeza nem tinha ideia de que ele não era presente, muito menos o porque. Aquele seria mais um natal tradicional, com um mesão de guloseimas, família e vizinhos reunidos na minha casa, que estava sempre de portas abertas. Mas um detalhe marcou esse natal, alguém chegou com uma caixa enorme.

Largada no álbun de família tem uma foto onde a caixa está em pé do meu lado e acredite, a caixa era maior que eu, o que não era difícil, sou baixa e tinha apenas quatro anos. Eu não lembro minha reação, mas com certeza devo ter ficado extremamente feliz com aquele presente, pois além de ser para mim e não para minha prima mais velha, que sempre ganhava os melhores presentes, aquele vinha de alguém especial, do meu pai.

Forçando a mente, lembro que era uma boneca, uma boneca enorme de vestido amarelo com margaridas estampadas, eu guardo flashes desse momento, mas lembro bem da 'Bruna', que ganhou esse nome da minha mãe, irônico é hoje eu ter uma irmã com esse mesmo nome.

Não sei exatamente o porque e com certeza não vou saber, mas as fotos mostram que no final dessa noite eu estava com a roupa da Bruna e provavelmente ela estava com a minha. Os mais velhos contaram que eu não estava com roupa nova no natal e é uma tradição usar roupas novas nessa noite, quando ganhei a Bruna eu reclamei que até ela estava com roupa nova, então argumentei que ''como eu não estava, nós poderíamos trocar, minha roupa seria nova para ela e a dela para mim''.

Acho que a Bruna curtiu essa ideia, estamos bem felizes nessas fotos, foi um presente e tanto, ela ficou guardada na memória e me acompanhou por muito tempo. Espero que a criança que eu a doei tenha cuidado bem, como eu cuidei. 'Obrigada por ter sido minha amiga Bruna, por onde será que anda você?'

Um comentário:

  1. Muito legal isso de sua mãe ter escrito sobre voc, quando eu tiver um filho também quero ir escrevendo cada passo num diário, amo escrever rs. E vc ter uma memória de elefante lembrei do meu pai ele também é assim rs ♥ estou amando seu blog, já vou seguir rs' vim aqui retribuir a sua linda visita no meu blog, sabe voc me deixou muito feliz, criei o blog realmente com esse intuito de ajudar e oro a Deus para conduzir pessoas até lá, para serem ajudadas com aquilo qe Ele me dá, e ver aqele lindo comentário me faz ver qe a minha oração está sendo respondida. Que Deus te abençoe sempre e te ajude passar essa fase ♥ e lembre-se Ele é o Deus do impossivel. Beijos ♥
    http://filhadoreilarisse.blogspot.com.br/

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