4 de novembro de 2014

O Senhor de cabeça raspada

Meus passeios e eu pelas páginas espalhadas na internet sempre me trazem uma novidade, trazem também uma dor de cabeça tenebrosa, mas vício é assim mesmo. Sou blogueira, mas também leitora, adoro perder horas do dia visitando blogs desses bem simples e bem pessoais, são sempre os mais verdadeiros.

Em uma dessas, encontrei o '642 coisas sobre as quais escrever', fiquei namorando as ideias um tempão, para então me render ao sorteio, os astros me indicaram número 16 ''A mais intrigante e inesperada conversa com um(a) desconhecido(a) que você já teve''. Geralmente eu sei sobre o que escrever, porque sou movida de emoção, no entanto o que me vier no momento vira um post, seja lembrança, seja conto, seja fato real, seja lá o que for.

Da forma que eu escrevo eu falo e da forma que eu falo eu corro, penso mais rápido que posso falar ou escrever, por isso quando faço um post releio umas cinco vezes e edito umas três antes de deixa-lo definitivamente no ar, eu simplesmente esqueço as vírgulas, sinto até falta de ar quando resolvo ler.

Foi mais ou menos isso que eu escutei de um Senhor de cabeça raspada e barba branca que conheci no ônibus naquela manhã de sexta feira. Eu sabia que não deveria ter ido dormir na casa do parente dia de semana, ir trabalhar no dia seguinte é sempre muito difícil.

O ônibus estava lotado e quando surgiu um lugar deixei um senhor sentar, logo a frente, a moça que estava do seu lado fez sinal, então ele fez questão de me dar aquele lugar. Apesar de ser faladeira não gosto de conversar no ônibus, desde criança tenho enjoos em qualquer tipo de automóvel.

O Senhor começou surpreso com minha educação, o que me deixa triste, mas é real, hoje em dia se alguém é educado, espanta as outras pessoas. Logo depois de alguma forma sem sentido quis me contar que tinha 3 filhos que eles eram formados, cheios de vida e eram o orgulho dele, também me contou de seu grande e eterno amor, que já partiu desse mundo, mas segundo ele, ainda conversam e se amam.

Quis saber de mim e eu estatelada com aquilo tudo só consegui dizer que era estudante, até ele me surpreender dizendo que eu tinha jeito de escritora, blogueira ou jornalista. A, que lindo, aquele senhor me deixou bem feliz aquela manhã, eu retruquei que não era para tanto agradeci e escrevi em um pedaço de papel o endereço do Tudo que se pode ler.

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