20 de fevereiro de 2015

Coração cigano.

Eu sabia que aquele namoro não dava mais em nada, eu já tinha até mesmo jurado para mim que não queria mais, tentei rasgar nossas fotos e aquelas poucas cartas que você me escreveu, eu não via mais verdade em nenhuma daquelas palavras, mas no fundo inventada motivo para que você realmente ainda sentisse cada letrinha rabiscada ali.

Eu detestei você por dias, chorei por horas em momentos diversos, mergulhei em músicas melancólicas como essas adolescentes loucas e dramáticas, tudo por você! Eu passei a curtir a noitada e achei interessante me embriagar em um bar de esquina ao som de um bom samba tudo para confortar meu coração, tudo por culpa de você.

Achei que tivesse perdido o amor pela vida, naquela  quarta de manhã quando acordei e notei que teria que gastar muita maquiagem para esconder as olheiras que você me causou, senti um nó na garganta e com certeza decidi que não queria mais saber desse seu coração cigano na minha vida.

Era o último dia do ano e dali a algumas horas começariam mais 365 dias novos de um ano completamente novo para eu chamar de meu, respirar fundo e enfim me amar em primeiro lugar. Que grande besteira, a quem eu quero enganar? Foi justamente no primeiro dia desses trezentos e sessenta e cinco dias que eu larguei toda minha família apenas para ir atrás de você e mais uma vez aqui estou, embriagada, tentando te detestar e ainda encontrando motivos para te amar.

Um comentário:

  1. Que texto impactante, vc escreve muito bem, me faz sentir fazer parte da história. Parece que conheço a personagem. Parabéns.

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