19 de maio de 2016

A noite que eu me arrumei para você.


Nunca entendi  porque falar de amor,  inúmeras vezes é  cliché,  cansativo  e meio enjoativo.  
Mas ouvir ou ler histórias de amor é  sempre empolgante. 
Bate uma curiosidade com uma vontade de viver a mesma coisa.  
Eu por minha vez,  não só gosto de contar a minha história,  
como conhecer outras e principalmente 
transcrever algumas. 

Era uma noite de sexta feira chuvosa. Aquele nosso encontro estava programado a alguns dias, mas nossa mente maliciosa, já havia programado esse mesmo encontro milhares de vezes, em diversos lugares e com diversos desfechos, cada vez mais excitantes, mais gostoso e mais maravilhosos. O problema era que nós mesmo, nem imaginávamos que esses pensamentos existiam.

Eu não parava de tentar imaginar o que estava se passando na sua cabeça, no tanto empolgado que você poderia estar em termos uma conversa partircular. Pausa. Aquele encontro estava totalmente armado com total intensão de todos os atos, fazia anos que não nos viamos e nem nos falávamos. Das ultimas vezes, nossa troca de olhar gritava que um desejava o outro, mas nossa insegurança deixou falhar.

Parecia meio obvio que aquela noite, aquele grito preso de, ''me beija logo!'' enfim sairía. Tudo não passou de uma invenção, o que me leva a achar que tudo com a gente desde o ínicio, sempre foi um sonho, sempre foi a liberdade de deixar fluir o que queríamos. Até alguma coisa indeferida entrar no nosso caminho e frear os sentimentos.

Eu me olhei no espelho umas 7 vezes antes de sair, a roupa que eu escolhi, queria passar a imagem de ''ainda sou aquela menina inocente'', mas o batom vermelho era para quebrar essa inocencia. Eu me arrumei inteiramente para você aquela noite. 

Cada vez que eu me encarava no espelho eu me pegava sorrindo e sentia meu coração disparado. Pelo menos o coração eu sentia, já que, aquela altura do campeonato pensar em você, fazia minhas pernas bambas e meu corpo inteiro dormente. ''Nossa, imagina quando eu o ver, não posso desmaiar!''

Ja havia sonhado tantas vezes em ter você, que eu poderia te arrastar a um hotel, fazer de tudo e não acharia vulgar ou estranho, afinal de contas, eu sentia como se ja tivesse me envolvido com você milhares de vezes. Pensar em você aquecia meu coração e me trazía sensação de intimidade.

Você demorou muito para chegar, ou minha ansiedade estava extrema, algo meio psicopata já estava ligado dentro de mim. Aliás, tudo envolvido com seu nome, me deixa meio psicopata, é esse sentimento que me faz entender muitas músicas da Clarice Falcão, algumas letras dela, são basicamente meus sentimentos por você, especialmente quando ela diz algo sobre querer sequestrar o carinha e poder beija-lo uma noite inteira.

Lá estava eu, a sua espera, na rua, na chuva. Muito empolgada, muito ansiosa, de repente te vejo subir, tão sombrio, tão sereno, tão calmo, tão seguro. Eu nem podia imaginar no perigo que eu estava prestes a mergulhar.

Acho que realmente já havíamos conversado muito para perder tempo. Hoje, dois anos e meio depois daquele beijo, eu lembro com borboletas na barriga e penso em como seria bom poder voltar no tempo. Aquela noite, não foi a noite que eu te conheci, mas foi a melhor noite que eu passei com você!



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