6 de junho de 2016

Um blablablá todo a ver com o Raphael.


Eu me tornei mãe.

De repente eu perdi todas as minhas noites de sono, eu nem sei mais o que é comer com calma. Sabe o que eu aprendi? A tomar banho cronometrado e acredite, sou capaz de lavar meu cabelão em menos de 5 minutos. 

Eu sonhava em ter minha casa organizada e arrumada, mas por onde eu ando piso em carrinhos, legos e quaisquer outros apetrechos que o Raphael faça de brinquedo.
Só essa semana perdi duas coisas, eu realmente não faço ideia de como um ser tão pequenininho, tenha tamanha inteligencia na hora de guardar bem guardado as coisas, a ponto de esconde-las onde nem mesmo São Longuinho possa encontrar.

Eu sabia fazer miojo bem feito, mas o Raphael me ensinou a fazer umas sopinhas de legumes que são um arraso. Eu dizia que quando eu tivesse um filho ele seria altamente educado e nunca faria mal criação e eu bem que abria a boca para julgar crianças choronas, cá estou eu pagando pela língua, com uma criança de 11 meses que, sabe se lá porque se joga pra trás quando é contrariado.

Eu virei mãe e passei a demorar cinco vezes mais tempo para arrumar uma simples bolsa antes de sair de casa. Antes o André reclamava do peso das minhas mochilas cheias de maquiagem e hoje se você encontrar mais de dois batons é raro. Eu nunca ouvia quando algum mais velho dizia para não esquecer o guarda chuva e simplesmente como magica, depois que o Raphael nasceu eu só saio de casa depois de checar a bolsa umas 3 vezes, acredita que mesmo assim eu ainda sou capaz de esquecer uma meia?

Eu ainda dizia que meu filho só andaria bem vestido e penteado. Enchia o peito para dizer que deveria ser maior prazer arrumar os filhos para passear, e realmente é. Mas se você me encontrar na rua desprevenida com o Raphael pode ser que veja meu filho descabelado e as vezes somente com um body e um shortinho de casa, não dá p. ficar horas arrumando ele as 7 da manha para ir a babá.

Eu também disse algumas vezes que não daria doces ao meu filho, porque ele nem conhece esse tipo de gosto ainda e faz tão mal as crianças. Mas na semana passada me peguei com o coração apertado de guardar na bolsa um pingo de leite que a tia do doce deu a ele com carinho. Ah, que mal fará ele morder um pedacinho não é mesmo? E em questão de segundos ele finalizou o doce inteiro, é claro que eu estou até hoje me culpando e se ele sentisse dor de barriga eu acho que estaria agora em uma psicologa para tentar tirar a culpa de mim.

O Raphael também causou algo dentro de mim que eu mesma chamei de ''choro livre'', não que meu coração fosse de pedra antes dele nascer, mas após o nascimento, até o ''boa noite'' do Willian Boner me faz chorar de emoção. Mães são realmente dramáticas e sentimentais.

Esse final de semana meu cunhado de dezoito anos resolveu que queria ir a Lapa com os amigos e ainda pediu a mãe dele um dinheiro para comprar bebida alcoólica. Eu fiquei horas pensando nisso, a uns anos atrás, eu era essa adolescente, e aquela noite eu quase nem dormi, preocupada em como ele voltaria para casa.

A gente vira mãe e vira outra mulher, ou vira mulher de verdade, vai saber... Eu não sei muito bem, porque se tem uma característica de mãe, é que elas sabem tudo e ao mesmo tempo vivem na incerteza. Mas eu dormi de barriga sem nenhum poder e acordei magra novamente, muito mais bonita que antes e cheia de super poderes, na minha humildade, eu até consigo adivinhar os sentimentos de alguém decifrando apenas tipos de choros, na real, mães são realmente mágicas.

Um comentário:

  1. Nossa, me identifiquei do início ao fim, literalmente.. parabéns pelo post Ziih !

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