28 de abril de 2016

Raphael em, 1º aniversário ♥


Contagem Regressiva
Tema: Brincando com o Raphael
(Brinquedos Antigos)
Produção: Mamãe @zihmagalhaes

01 de Julho de 2015
Nascia um menino na maternidade Santa Bárbara em Botafogo. Era exatamente 23:11 quando seu primeiro choro, aqueceu o coração dos seu pais (...)
Seu nome, Raphael.
Raphael com ph!

27 de abril de 2016

Distante, Disfarça.

Ja era quase de madrugada, eu nem deveria estar naquela social -hoje em dia qualquer reunião de amigos vira social, cade as velhas festas ou apenas reuniões de amigos? Eu notei que a churrasqueira já estava apagando. Curioso como aquela fumaça cinza e lenta parecia com o nosso amor.

''Nosso amor'', que frase banal para se referir a nós dois. Aquela fumaça, que já não esquentava nada, fraca, e quase apagando de vez, parecia mesmo era com o caso louco que nos define. Fim! Nós já cansamos de bater o martelo e decidir que entre nós dois nunca existiu nada.

Sem querer encarei você, ali sentado naquela rodinha de amigos, cantando e tocando seu violão, me peguei falando sozinha em pensamentos de novo. Se entre nós nunca existiu nada, porque é que meu coração está exprimido e meu sub-coinciente não para de dizer que essa música que você escolheu cantar lembra nos dois?

A culpa das vezes que eu chorei pensando em você é minha, por mais que eu tenha culpado você todo esse tempo. A culpa é minha, pelo simples fato de ser responsável pelo que vivo pensando e imaginando, eu sonho muito acordada.

Foi justamente pra não cair em tentação que eu resolvi sair da sala, parar de te olhar, parar de te ouvir cantar e parar de imaginar coisas que não existiam entre você e eu, então descobri que na realidade, a culpa é realmente sua! O violão ficou em silêncio, já não tinha ninguém cantando e quando eu olhei, você estava ali colado em mim.

Na real, que diabos você estava fazendo? Saiu de fininho da sala e não tinha explicação nenhuma para estar ali segurando forte meu braço e me encarando nos olhos. Acho que você nem sabia o que estava fazendo. Um minuto de olhos nos olhos podem trazer mais duvidas que infinitos cálculos matemáticos.

Você queria um beijo. Apenas um beijo. Depois de anos sem trocarmos um mísero carinho, depois das mil vezes que você repetiu que não sente nada, que tudo era nada e das inúmeras vezes que você pediu para encerrar o assunto.

''Cai fora! Passa longe de mim, você deve estar bebado! Controla suas vontades e desejos, espero que no dia seguinte você não finja que nada aconteceu''. Eu falo coisas da boca pra fora ... Porque será que pessoalmente sei ser tão ríspida e grossa ao nível do amor que sinto por lembranças e palavras por ti?
Eu não sei parar de te olhar e você não sabe parar de me confundir

19 de abril de 2016

As noites na cidade de Descoberta



Acredito que aquele era o melhor quarto da casa, minha cama era de casal, tinha uma luz bem em cima dela que eu ascendia quando entrava no quarto e apagava apertando um botão que ficava na cabeceira da cama, quando eu já estava deitada (até hoje, sonho em por uma dessa na minha casa).  Lá era interior, eu acordava bem cedo, com o som da natureza, natureza de verdade, cheiro de fazendo, os bichos dando com dia e o cheiro de café fresco fazendo cafuné até que eu despertasse.

Na varanda tinham varias redes e a brisa era a todo o momento, eu poderia mesmo ter tido boas férias, estava entre família. Bom, convenhamos que apesar de estar na casa dos meus avós paternos, precisávamos ter calma, pois eu estava conhecendo a todos naquele momento.

Lá, não pegava telefone, celular, internet, nem nada parecido com isso, tem épocas da nossa vida, em que só precisamos de lugares exatamente assim, aquele finzão do mundo, que não tenha nenhum meio de comunicação, te desconecte de tudo e te faça refletir.

Mas não. Não naquela época da minha vida. Eu tinha apenas dezoito anos, estava a alguns meses morando sozinha, tinha acabado de ser pedida em noivado, vivia rodeada de sociais e pessoas, morando no centro da cidade, aquela agitação, um blog no auge de visitas, redes sociais sempre movimentadas e todo esse ritmo desgovernado da  vida.

As manhãs eram calmas no interior, do interior, tudo era fresco, o almoço então nem se fala. As tardes eram tranquilas, leves, relaxantes, quase não ficávamos em casa, estávamos de férias e meu pai queria mesmo era me levar para conhecer os quatro cantos da cidade de Descoberta. O dia passava voando, até chegar a infinita e eterna noite.

Tudo parecia perfeito, tinha tudo para serem umas férias e tanto, o clima pedia isso, mas o sofrimento que me agarrava todo dia na hora de dormir, realmente mexeu demais com minha cabeça e dominou minhas vontades.

Eu ficava acordada por horas, mesmo com sono, o silêncio na casa era profundo, luzes apagadas, e por mais que meus olhos estivessem arregalados eu enxergava tudo preto, tudo escuro. De repente eu começava a me questionar, porque eu estava ali, o que eu estava fazendo naquele lugar, meu noivo, meus amigos, meus familiares, meu trabalho, minha vida, quanta loucura...

Quando eu percebia, já estava agarrada em uma almofada totalmente banhada em lágrimas. A noite doía muito no meu coração, a sensação de que nunca mais veria ninguém controlava qualquer pensamento positivo que eu forçasse a ter.  Eu só queria estar em casa, feito animal fora do casulo.

Imaginariamente, sentia o abraço da minha tia (que fez o papel de pai na minha vida), queria ouvia a voz da minha mãe, via o André ali comigo. Me dava conta da solidão então, apertava os olhos, orava e adormecia sofrendo. Dai comecei a não conseguir ter mais um dia se quer agradável das férias. 

Alguns dizem que eu não me adaptei na vida calma do interior, outros dizem que eu detestei meus novos parentes, o ciúme do meu pai culpa meu noivo, o coração da minha mãe diz que foi a insegurança, eu mesma, nem sei o que houve, mas acho que criar um motivo não faz sentido, eu estava vivendo uma explosão de situações. Eu tinha dezoito anos e estava embarcada em um avião com destino a um lugar novo, desconhecido e desaparecido do mapa.

Na minha mala só havia perguntas, duvidas, questionamentos e interrogações. Conhecer seu pai aos dezoito anos é curioso, você se pega com afinidade e amando alguém até então estranho, como se você conhecesse desde que nasceu, de repente tem uns lapsos  de angustia, de tristeza, de amor, de felicidade, de emoção e fica nessa montanha russa de sentimentos.

Já me vi fraca por diversas vezes, em perigo, desprotegida e ate insegura, mas, se tivesse que criar um top dessas situações, com certeza essas noites estariam em primeiro lugar. Acho que toda a explicação fica nesses dois últimos parágrafos, pudera... Essa foi sem duvidas uma das maiores e melhores experiências que já vivi.


17 de abril de 2016

Te amar como eu quero.

imagens do google, tudo que se pode ler, amor

Vem aqui, chega mais perto, deixa eu sentir teu perfume, vou passar a mão de leve na sua nuca, acariciar seu rosto, observar seus sinais, passar a mão nos seus lábios e te encarar com tesão! Vem aqui, sente minha respiração, entende o quanto eu to louca, te querendo todo para mim, agora, aqui!

Vamos fugir, deixa eu me esconder contigo, vamos viver uma aventura que apenas nós dois precisamos aproveitar! Quero beijar teu pescoço e distribuir beijos pelo teu corpo, quero ouvir você chamar meu nome indo a loucura e ter certeza que o motivo sou eu!

Me deixa te surpreender, como foi da primeira vez? Te escutar me perguntar com carinho se 'sim' ou 'não' e aproveitar o momento.

Em, Dezembro de 2013

15 de abril de 2016

Meu Book Gestacional

Maquiagem: Ton Coff

''Quando eu for gestante vou tirar uma foto por dia com a mesma roupa, só para guardar de lembrança o desenvolvimento do meu filho''

Uma das coisas que a gestação me ensinou é que tudo que eu ia fazer quando fosse gestante  não passa de um ''ia'' mesmo, risos. Você olha gestantes por ai e fica deslumbrada com toda a magía que essa mulher possa estar vivendo, mas não faz ideia de toda a turbulencia  hormonais que ela ta infrentando.

As mulheres (que sonham em ser mães), sempre se pegam imaginando o que vão fazer quando chegarem a sua vez. Bom, como vocês já sabem, eu fui pega de surpresa pelo Raphael (ironico, porque sei bem, quando ele foi feito), esse ''dormir e acordar grávida'' não me deixou sonhar muito ou me preparar tanto.

Claro, que eu me chamo Viviane e faria o que eu conseguisse para que tudo fosse como eu um dia planejei. Digamos que tudo saiu como tinha que ser e são lembranças extremamente maravilhosas, calorosas, amorosas, surpreendentes e perfeitas as que eu guardo desses quase 9 meses de gestação.

E dentro desses quase nove meses, fui pega de surpresa com um convite bem audacioso, ''Vivi, aceita fazer um book nú comigo?''. Confesso que isso realmente não estava naqueles meus velhos planos antes de engravidar, mas a ideia de fazer um book nú era algo completamente diferente, que me chamava atenção e me cobrava coragem e ousadia.

Eu ja conheço a Cecília Fonseca a um tempo e eu também ja conhecia o trabalho dela como fotógrafa. Só para deixar claro, que para fazer esse tipo de foto, tem que ter muita confiança no profissional. E além da confiança Cecília me passou desde o convite feito, o entusiasmo dela com os trabalhos é tanto que empolga o cliente mais do que ele mesmo ja é capaz. Depois de palpitar milhares de datas, escolhemos dia 12 de junho para fazer nosso tão ousado book.

Um book gestacional tem realmente uma importancia extrema! Eu nunca vou entender a cabeça das pessoas que não gostam de fotos, as fotos são as únicas lembranças reais que você pode ter de qualquer momento que viveu. Uma sessão de fotos grávida é como mergulhar em cada detalhe dessa fase especial e maravilhosa que a mulher pode passar, (eu por exemplo, hoje em dia, até um cheiro que me lembra a gestação, ja sinto um arrepio no corpo) quando vejo fotos então, nem se fala.

A Cecília trabalha com amor e é uma profissional movida a criatividade, é um diferencial que me faz sempre recorrer a ela quando quero fotos. Ela faz muitas fotos de pessoas e hoje em dia trabalha com um projeto especifico para gestantes no Centro da cidade. Além disso, se é para indicar a minha fotógrafa, preciso contar a vocês que as fotos dela eu recebi por email, eu coloquei efeito em algumas (por gosto meu, e não por necessidade), postei nas redes sociais e não tive nenhuma alteração nas resoluções.

Hoje em dia você procura por um fotografo em redes sociais e em questão de segundos aparecem milhares de milhares, então você escolhe um, faz as fotos, vê nas postagens dele umas lindas, recebe seu tão esperado CD com as fotos depois de quase 1 mês e quando vai ver no computador estão todas com a resolução inferior. Por isso eu faço questão de divulgar, compartilhar e fazer propaganda mesmo da minha fotografa.
Contatos da minha fotógrafa:  Facebook | Instagran 

14 de abril de 2016

Na verdade era saudade.

imagem do google
Ele tem aquele jeito meio calado, meio quietinho, vem de mansinho, toma uma mulher tipo ferrugem em ferro.  Aos poucos sem ninguém vê ou perceber, domina tudo. Quando se dá conta a peça já não vale nada, ta coberta de ferrugem. De repente foi isso que ele fez com a mente dela. Besteira seria dizer que o seu coração é dele, mas mentira seria dizer que ele não controla a sua mente.

Aquele olhar firme, com certeza que quer beijar, a deixava louca, ficava ali a estonteando, segundos, minutos, horas... A última vez que conversaram ela já nem lembrava mais. Com certeza teimaram sobre algo supérfluo e discutiram bobamente com opiniões diferentes.

As vezes até parece que fazem de propósito, que precisam brigar para continuar a se amar, se desejar. Vai ver discordar os faz falar e falar os mantém ali, conversando, um com o outro, outro com o um, juntos, conectados. De repente um faz companhia para o outro, um distrai o outro, um briga com o outro, um escuta o outro, um consola o outro... As horas vão passando, ele com ela e ela com ele. Fazia tempo que essa rotina não existia.

De repente um "oi" trouxe um calor no corpo, um arrepio na pele e borboletas no estômago, rapidamente a mente dela fez o seu papel, "não, deixa de bobeira coração, ele não fisgou você, ele só controla os pensamentos e fica esperto porque esse cara é sagás e se você bobear ele vai te pegar!"
Aquele "oi" carinhoso, era apenas para pedir uma ajuda. 

Que mente malvada, destruindo toda e qualquer esperança do coração, mas tudo bem, ela foi dormir sorrindo porque logo depois entendeu que não passava de uma desculpa, porque na verdade era saudade.

10 de abril de 2016

Eu Gestante - Primeiro Trimestre.

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Primeira foto grávida - 2 meses.
A aproximadamente um ano e alguns meses atrás eu estava vivendo uma das maiores tribulações da minha vida. Me olhar no espelho e me sentir grávida era difícil, encarava por horas meu reflexo e inclinando a cabeça com ar de duvidas eu me questionava, ''É sério mesmo que estou grávida?''.

Ficava de lado, ficava de costas e virava a cabeça o máximo que eu podia para ver meu bumbum (que nunca tive), abria as pernas, olhava para baixo, tornava a ficar de lado e reparava meus seios... Puxa pra cima, estila, levanta, solta... ''Sera que meu corpo vai mudar muito?'' Colocava uma mão na barriga e com a outra na cintura, empurrava a bunda p. frente e tentava enxergar algo, ficava de frente e puxava a pele da minha barriga, ''Ah, para! Não tem como, não vou ter barriga, sou muito magra, é impossível essa barriga esticar, não pode ter uma pessoa aqui dentro, não cabe!''.

Todo dia eu achava que minha vida mudava completamente, a verdadeira sensação é essa mesmo, você acha que tudo mudou quando vê um positivo no teste, depois quando faz a primeira ultra, depois quando escuta o coração, depois quando sente mexer e por ai vai.

Eu fiz minha primeira ultra com 8 semanas de gestação e só quem sabia dos 3 positivos em testes de farmácia, eram nossos pais, os futuros padrinhos do Raphael, a Laina e o Rafael. Todos estavam mega ansiosos, porque essa seria a confirmação de uma vida dentro de mim. Eu teria que fazer uma postagem única contando sobre esse meu primeiro encontro com o Raphael para vocês tentarem entender o tamanho da emoção que é, esse ''primeiro encontro entre mãe e filho'' (quem não é mamãe ainda).

Por fim, ali estava eu totalmente, inteiramente, literalmente grávida, gravidíssima! Cada dia mais possessiva e calada. Meus primeiros meses com o Raphael foram resumidos a enjoos, curiosidades, emoção e silêncio! Eu não queria que ninguém soubesse da vinda dele, não por frescura, simpatía ou superstição, eu simplesmente não queria expor a vida do meu filho a quatro ventos.

Acho que essa foi a primeira atitude de uma mãe superprotetora, o mundo é cheio de pessoas de má fé e eu não estava nem um pouco preparada para ler/ouvir os comentários negativos possíveis de acontecer. Nunca tinha parado para pensar o quanto eu havia deixado claro antes mesmo de ser mãe que eu não aceitava, nem queria opiniões de ninguém na minha vida, principalmente sobre meu filho, e bingo... Em 9 meses de gestação, posso contar nos dedos as vezes que tive que dar respostas curtas e grossas para os 'sem noção'.

Bastava eu entrar em um carro que eu começava a passar mal, podíamos estar parados, eu já estava enjoando, muitas pessoas acham que as grávidas exageram demais nos sentimentos, eu nunca achei isso de uma gestante, mas eu não tinha ideia do quanto é realmente tão ruim, todos os enjoos, náuseas, moleza, sem falar na asia.

Parecia que depois da descoberta do Raphael, tudo no mundo começou a me fazer mal, mas na verdade eu já havia tido sintomas, só não imaginava que poderia ser ele.  Meus primeiros meses, foram Novembro, Dezembro e Janeiro e eu mal os senti passarem por mim.

No primeiro trimestre o mundo parece uma nuvem, e você uma pena, todos ficam no maior cuidado com você, ''não pode isso'', ''não pode aquilo'', ''cuidado com isso'', ''cuidado com aquilo''. Eu sempre fui aquela gestante do tipo: Gravidez não é doença, sai da minha frente e me deixa!

Das coisas que eu mais escutei nos primeiros meses:
• Não come nada com cravo!
• Não come carne vermelha!
• Não fica acachando e fazendo esforço!
• Para de andar de onibus sentada no chão, na escada e no motor!
• O que vai fazer com sua cervejinha?

Das coisas que tive vontade de comer nos primeiros meses:
• Coxinha da lecadô.
• Pudim da Tia Ana.
• Macarrão.

Das coisas que me causaram bastante enjoô, nos primeiros meses:
Todo tipo de desodorante com cheiro.
• Bendita coxinha de galinha com catupiry.
• Camarão.
• Todo tipo de automóvel.

Eu descobri o Raphael ja estava com dois meses, então quase não ''vivi'' o bendito primeiro trimestre, o que fez minha gestação ser a mais deflex que já viram, ouviram e acompanharam, quem conviveu comigo não me deixa mentir, mas em poucos e rápidos meses, com certeza eu vivi uma real vida de gestante!
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