27 de abril de 2016

Distante, Disfarça.

Ja era quase de madrugada, eu nem deveria estar naquela social -hoje em dia qualquer reunião de amigos vira social, cade as velhas festas ou apenas reuniões de amigos? Eu notei que a churrasqueira já estava apagando. Curioso como aquela fumaça cinza e lenta parecia com o nosso amor.

''Nosso amor'', que frase banal para se referir a nós dois. Aquela fumaça, que já não esquentava nada, fraca, e quase apagando de vez, parecia mesmo era com o caso louco que nos define. Fim! Nós já cansamos de bater o martelo e decidir que entre nós dois nunca existiu nada.

Sem querer encarei você, ali sentado naquela rodinha de amigos, cantando e tocando seu violão, me peguei falando sozinha em pensamentos de novo. Se entre nós nunca existiu nada, porque é que meu coração está exprimido e meu sub-coinciente não para de dizer que essa música que você escolheu cantar lembra nois dois?

A culpa das vezes que eu chorei pensando em você é minha, por mais que eu tenha culpado você todo esse tempo. A culpa é minha, pelo simples fato de ser responsável pelo que vivo pensando e imaginando, eu sonho muito acordada.

Foi justamente pra não cair em tentação que eu resolvi sair da sala, parar de te olhar, parar de te ouvir cantar e parar de imaginar coisas que não existiam entre você e eu, então descobri que na realidade, a culpa é realmente sua! O violão ficou em silêncio, já não tinha ninguém cantando e quando eu olhei, você estava ali colado em mim.

Na real, que diabos você estava fazendo? Saiu de fininho da sala e não tinha explicação nenhuma para estar ali segurando forte meu braço e me encarando nos olhos. Acho que você nem sabia o que estava fazendo. Um minuto de olhos nos olhos podem trazer mais duvidas que infinitos cálculos matemáticos.

Você queria um beijo. Apenas um beijo. Depois de anos sem trocarmos um mísero carinho, depois das mil vezes que você repetiu que não sente nada, que tudo era nada e das inúmeras vezes que você pediu para encerrar o assunto.

''Cai fora! Passa longe de mim, você deve estar bebado! Controla suas vontades e desejos, espero que no dia seguinte você não finja que nada aconteceu''. Eu falo coisas da boca pra fora ... Porque será que pessoalmente sei ser tão ríspida e grossa ao nível do amor que sinto por lembranças e palavras por ti?
Eu não sei parar de te olhar e você não sabe parar de me confundir

19 de abril de 2016

As noites na cidade de Descoberta



Acredito que aquele era o melhor quarto da casa, minha cama era de casal, tinha uma luz bem em cima dela que eu ascendia quando entrava no quarto e apagava apertando um botão que ficava na cabeceira da cama, quando eu já estava deitada (até hoje, sonho em por uma dessa na minha casa).  Lá era interior, eu acordava bem cedo, com o som da natureza, natureza de verdade, cheiro de fazendo, os bichos dando com dia e o cheiro de café fresco fazendo cafuné até que eu despertasse.

Na varanda tinham varias redes e a brisa era a todo o momento, eu poderia mesmo ter tido boas férias, estava entre família. Bom, convenhamos que apesar de estar na casa dos meus avós paternos, precisávamos ter calma, pois eu estava conhecendo a todos naquele momento.

Lá, não pegava telefone, celular, internet, nem nada parecido com isso, tem épocas da nossa vida, em que só precisamos de lugares exatamente assim, aquele finzão do mundo, que não tenha nenhum meio de comunicação, te desconecte de tudo e te faça refletir.

Mas não. Não naquela época da minha vida. Eu tinha apenas dezoito anos, estava a alguns meses morando sozinha, tinha acabado de ser pedida em noivado, vivia rodeada de sociais e pessoas, morando no centro da cidade, aquela agitação, um blog no auge de visitas, redes sociais sempre movimentadas e todo esse ritmo desgovernado da  vida.

As manhãs eram calmas no interior, do interior, tudo era fresco, o almoço então nem se fala. As tardes eram tranquilas, leves, relaxantes, quase não ficávamos em casa, estávamos de férias e meu pai queria mesmo era me levar para conhecer os quatro cantos da cidade de Descoberta. O dia passava voando, até chegar a infinita e eterna noite.

Tudo parecia perfeito, tinha tudo para serem umas férias e tanto, o clima pedia isso, mas o sofrimento que me agarrava todo dia na hora de dormir, realmente mexeu demais com minha cabeça e dominou minhas vontades.

Eu ficava acordada por horas, mesmo com sono, o silêncio na casa era profundo, luzes apagadas, e por mais que meus olhos estivessem arregalados eu enxergava tudo preto, tudo escuro. De repente eu começava a me questionar, porque eu estava ali, o que eu estava fazendo naquele lugar, meu noivo, meus amigos, meus familiares, meu trabalho, minha vida, quanta loucura...

Quando eu percebia, já estava agarrada em uma almofada totalmente banhada em lágrimas. A noite doía muito no meu coração, a sensação de que nunca mais veria ninguém controlava qualquer pensamento positivo que eu forçasse a ter.  Eu só queria estar em casa, feito animal fora do casulo.

Imaginariamente, sentia o abraço da minha tia (que fez o papel de pai na minha vida), queria ouvia a voz da minha mãe, via o André ali comigo. Me dava conta da solidão então, apertava os olhos, orava e adormecia sofrendo. Dai comecei a não conseguir ter mais um dia se quer agradável das férias. 

Alguns dizem que eu não me adaptei na vida calma do interior, outros dizem que eu detestei meus novos parentes, o ciúme do meu pai culpa meu noivo, o coração da minha mãe diz que foi a insegurança, eu mesma, nem sei o que houve, mas acho que criar um motivo não faz sentido, eu estava vivendo uma explosão de situações. Eu tinha dezoito anos e estava embarcada em um avião com destino a um lugar novo, desconhecido e desaparecido do mapa.

Na minha mala só havia perguntas, duvidas, questionamentos e interrogações. Conhecer seu pai aos dezoito anos é curioso, você se pega com afinidade e amando alguém até então estranho, como se você conhecesse desde que nasceu, de repente tem uns lapsos  de angustia, de tristeza, de amor, de felicidade, de emoção e fica nessa montanha russa de sentimentos.

Já me vi fraca por diversas vezes, em perigo, desprotegida e ate insegura, mas, se tivesse que criar um top dessas situações, com certeza essas noites estariam em primeiro lugar. Acho que toda a explicação fica nesses dois últimos parágrafos, pudera... Essa foi sem duvidas uma das maiores e melhores experiências que já vivi.


15 de abril de 2016

Meu Book Gestacional

Maquiagem: Ton Coff

''Quando eu for gestante vou tirar uma foto por dia com a mesma roupa, só para guardar de lembrança o desenvolvimento do meu filho''

Uma das coisas que a gestação me ensinou é que tudo que eu ia fazer quando fosse gestante  não passa de um ''ia'' mesmo, risos. Você olha gestantes por ai e fica deslumbrada com toda a magía que essa mulher possa estar vivendo, mas não faz ideia de toda a turbulencia  hormonais que ela ta infrentando.

As mulheres (que sonham em ser mães), sempre se pegam imaginando o que vão fazer quando chegarem a sua vez. Bom, como vocês já sabem, eu fui pega de surpresa pelo Raphael (ironico, porque sei bem, quando ele foi feito), esse ''dormir e acordar grávida'' não me deixou sonhar muito ou me preparar tanto.

Claro, que eu me chamo Viviane e faria o que eu conseguisse para que tudo fosse como eu um dia planejei. Digamos que tudo saiu como tinha que ser e são lembranças extremamente maravilhosas, calorosas, amorosas, surpreendentes e perfeitas as que eu guardo desses quase 9 meses de gestação.

E dentro desses quase nove meses, fui pega de surpresa com um convite bem audacioso, ''Vivi, aceita fazer um book nú comigo?''. Confesso que isso realmente não estava naqueles meus velhos planos antes de engravidar, mas a ideia de fazer um book nú era algo completamente diferente, que me chamava atenção e me cobrava coragem e ousadia.

Eu ja conheço a Cecília Fonseca a um tempo e eu também ja conhecia o trabalho dela como fotógrafa. Só para deixar claro, que para fazer esse tipo de foto, tem que ter muita confiança no profissional. E além da confiança Cecília me passou desde o convite feito, o entusiasmo dela com os trabalhos é tanto que empolga o cliente mais do que ele mesmo ja é capaz. Depois de palpitar milhares de datas, escolhemos dia 12 de junho para fazer nosso tão ousado book.

Um book gestacional tem realmente uma importancia extrema! Eu nunca vou entender a cabeça das pessoas que não gostam de fotos, as fotos são as únicas lembranças reais que você pode ter de qualquer momento que viveu. Uma sessão de fotos grávida é como mergulhar em cada detalhe dessa fase especial e maravilhosa que a mulher pode passar, (eu por exemplo, hoje em dia, até um cheiro que me lembra a gestação, ja sinto um arrepio no corpo) quando vejo fotos então, nem se fala.

A Cecília trabalha com amor e é uma profissional movida a criatividade, é um diferencial que me faz sempre recorrer a ela quando quero fotos. Ela faz muitas fotos de pessoas e hoje em dia trabalha com um projeto especifico para gestantes no Centro da cidade. Além disso, se é para indicar a minha fotógrafa, preciso contar a vocês que as fotos dela eu recebi por email, eu coloquei efeito em algumas (por gosto meu, e não por necessidade), postei nas redes sociais e não tive nenhuma alteração nas resoluções.

Hoje em dia você procura por um fotografo em redes sociais e em questão de segundos aparecem milhares de milhares, então você escolhe um, faz as fotos, vê nas postagens dele umas lindas, recebe seu tão esperado CD com as fotos depois de quase 1 mês e quando vai ver no computador estão todas com a resolução inferior. Por isso eu faço questão de divulgar, compartilhar e fazer propaganda mesmo da minha fotografa.
Contatos da minha fotógrafa:  Facebook | Instagran 

 MEU BOOK GESTACIONAL ♥ 

                                                Créditos: @ceciliaphoto e @aninhaphotos






































































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